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Dia Internacional dos Museus

Dia Internacional dos Museus

O Dia Internacional dos Museus, anualmente celebrado a 18 de maio, foi criado em 1977 pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus -, com o objetivo de promover junto da sociedade uma reflexão sobre o papel dos Museus no seu desenvolvimento.
Neste sentido, para 2018, o ICOM sugeriu o tema - Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos.

Para assinalar este dia houve diversas iniciativas e visitas guiadas no Museu Regional da Guarda.
A Freguesia esteve presente em algumas, salientando a entrega ao Director do Museu do Bordão da Rainha Santa Isabel, por um grupo do Clube de Montanhismo da Guarda; e, a visita guiada à exposição permanente de Arqueologia do Museu.

O percurso do "Caminho de Santiago" - Via Portugal Nascente, foi inaugurado pelo presidente da República Portuguesa, em Évora, no dia 5 de maio. Este novo percurso português de peregrinação até Santiago de Compostela é composto por 19 etapas, numa extensão de 390 quilómetros. Tem o seu início em Tavira e segue até Trancoso.
Como referiu Marcelo Rebelo de Sousa "é um caminho que põe em ligação o cristianismo, uma vez que para trás passará por Mértola, com o mundo islâmico, e à frente por Belmonte, com a cultura judaica. Isto é Portugal no que tem de melhor, de ponte entre religiões, culturas, civilizações." 
E, foi a Belmonte, à entrada do Distrito da Guarda, que o Clube de Montanhismo da Guarda foi receber o bordão (ou cajado, acessório típico do peregrino), réplica do original com o qual a Rainha Santa terá peregrinado até Santiago.
Os elementos do Clube iniciaram pela manhã a peregrinação a pé, passando então o testemunho a outro grupo que, desta vez em BTT, trouxe o "bordão" até à cidade da Guarda, deixando-o exposto na entrada do Museu, onde se encontra a oficina do peregrino a Santiago de Compostela.
Na manhã do dia seguinte, novo grupo do Clube, desta vez na sua modalidade de corrida de montanha, levou o bordão até à fronteira entre os Concelhos da Guarda e Celorico da Beira, na aldeia da Rapa, onde o Vereador da Cultura da Câmara da Guarda o entregou ao Presidente da Câmara de Celorico.

Após aquele belo momento, e já ao fim da tarde, fomos guiados pelo Arqueólogo do Museu da Guarda, num "percurso" pela Pré-história, passando pela "Idade do Bronze" e  "Idade do Ferro", salientando nesses diversos momentos os diferentes achados históricos na região da Guarda.
De entre estes, destaca-se o "Cabeço das Fráguas", indicativo das características defensivas da ocupação do território pelo povo Lusitano, com uma grande inscrição, cujo molde se pode ver no chão do Museu.
E, a visita terminou realçando a riqueza dos objetos encontrados na estação arqueológica da Póvoa do Mileu, mostrando a importância histórica deste local.
Na realidade, desde o torso romano, raro na Península Ibérica, aos utensílios domésticos que, através do seu bom restauro nos mostram uma ocupação de "elite" naquela zona, tudo nos leva a querer descobrir mais  deste rico passado, bem no centro da Freguesia da Guarda.

 

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19-05-2018

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