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III Fórum de Empreendedorismo e Inovação

III Fórum de Empreendedorismo e Inovação

E-Inovação - III Fórum de Empreendedorismo e Inovação foi dia 26 de outubro, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, sob o tema Alterações Climáticas e a Sustentabilidade Económica, Social e Ambiental, com a moderação de Fausto Coutinho.
A iniciativa teve o valor da inscrição de 4€, para o projeto "1.000 árvores": que serão plantadas numa zona fustigada pelos incêndios, que brevemente será divulgada.

A sessão foi aberta por Sílvia Massano, do Quiosque do Empresário, que falou sobre o impacto negativo das alterações provocadas nos ecossistemas naturais, uma realidade cada vez mais presente e que ameaça o equilíbrio económico, social e ambiental.
Seguiu-se a intervenção de Carlos Chaves Monteiro, Presidente da Câmara Municipal da Guarda, que referiu ser absolutamente necessário que cada um de nós se constitua como um defensor do Planeta, promovendo o aumento da consciência de todos, por forma a transmitir às novas gerações um lugar de melhor ambiente e maior coesão económica e social. Referiu ainda que para tanto é necessário preservar o que temos de melhor e modificar comportamentos, permitindo inverter o cenário atual, que começa a ser de emergência.

O 1º painel iniciou com a comunicação de António Alçada, engenheiro civil e Mestre em Hidráulica, que apresentou “Os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU”.
Seguiu-se Sérgio Costa, Vice-Presidente da Câmara Municipal da Guarda, que abordou o tema “A água e as alterações climáticas”.
Às 11h Francisco Ferreira, professor na FCT-NOVA e presidente da Associação ZERO, falou das “alterações climáticas e novas formas de economia”.
Sofia Pinto, falou da "importância da gestão ambiental na sustentabilidade do nosso planeta: o que podemos fazer?"; referindo a importância de conhecer para então actuar, bem como de concretizar o propósito da Agenda 21: "Pensar globalmente para agir localmente", como já fazem muitas autarquias.
No 3º painel, Joaquim Marques, que viveu e estudou na Guarda, falou de "A tecnologia do futuro na indústria automóvel", no sentido de diminuir o número de carros, os acidentes de viação, os tempos de estacionamento e os de viagem; deixando ainda o desejo da criação de um carro português e no interior: fruto da vontade política de levar indústria e grandes centros de investigação a locais do país mais deprimidos.
Miguel Ribeirinho falou da "Delta Cafés" e do compromisso da Empresa com a sustentabilidade e com as pessoas: colaboradores e produtores de café; querendo continuar a "crescer com as pessoas", desde a sua infância, à idade Sénior, passando pelos jovens, com projectos de parceria com os politécnicos e a promoção da empregabilidade de recém-licenciados no interior do país.
No debate, explicou ainda o tratamento dado às actuais cápsulas de plástico e anunciou o lançamento próximo de uma cápsula biodegradável.

A tarde iniciou com Fernando Carvalho Rodrigues sob o tema "O desenvolvimento sustentado do interior e ideias para combater a desertificação". O Professor lamentou a grande concentração/gasto de recursos, humanos e materiais, em apenas 5 Concelhos litorais do país, dificultando muito a vida às populações do interior e tornando assim particularmente difícil a fixação de jovens em locais onde não existem oportunidades!
Miguel Miranda, do IPMA, a propósito das "alterações climáticas e as novas oportunidades de negócio. Os novos empregos", referiu o aquecimento global e a diminuição da precipitação, na latitude em que nos encontramos e como essas mudanças obrigam a inovação, cooperação mundial e resiliência!
No debate, ambos concordaram que os locais com mais gasto de recursos atraem mais jovens, enquanto as pessoas de mais idade preferem o interior do país!
Discutiram-se ainda as "grandes cidades" e o desaparecimento das "médias"; bem como a importância de tornar as comunicações mais baratas e menos poluentes, como com a ferrovia.
Rafael Neiva, com o tema "Potenciar o ecossistema existente e os perigos das cópias dos modelos", aproveitou para apresentar a riqueza do Parque Natural da Serra da Estrela, que devemos proteger.
Eduardo Moura, do "Grupo EDP", foi o último orador mas, captou a atenção de todos, explicando como o sector eléctrico se encontra a descarbonizar a produção, electrificar os consumos e reduzir as necessidades energéticas. Contudo, explicou como a diminuição do impacto ambiental destas medidas impacta na vida/direitos das pessoas!
No debate voltou a questionar-se como o interior tem das regiões mais ricas em recursos energéticos do país mas, como tal não se reflecte na riqueza das populações!

O encerramento, como a abertura, esteve a cargo de Sílvia Massano, que agradeceu a presença de todos, bem como a quem com ela colaborou na organização.
A Junta de Freguesia teve a oportunidade de referir o seu gosto por ter estado presente, num dia tão rico de intervenções e a propósito de temas tão prementes e actuais.


 

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27-10-2019

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