A ansiedade de separação é uma reação comum durante o desenvolvimento infantil, sobretudo perante momentos de afastamento das figuras de referência, como a entrada na escola, o regresso às atividades ou a separação dos pais.
Choro, preocupação, dificuldade em ficar sozinho ou necessidade constante de confirmação podem surgir nestas situações. Embora alguma ansiedade seja esperada, é importante estar atento quando estas reações são muito intensas, persistentes ou interferem com o dia-a-dia da criança.
Para ajudar, os adultos devem procurar transmitir segurança e previsibilidade. Preparar antecipadamente a criança para a separação, explicar o que vai acontecer e estabelecer rotinas consistentes pode diminuir a incerteza. Despedidas demasiado prolongadas ou demonstrar excessiva preocupação podem, pelo contrário, reforçar a ideia de que a separação é perigosa. Uma despedida breve, tranquila e confiante transmite a mensagem de que “vai ficar tudo bem e eu volto”.
Também pode ser útil criar pequenos rituais de despedida, utilizar objetos de conforto e incentivar gradualmente momentos de autonomia. É importante validar a emoção sem alimentar o medo: “_Eu sei que custa quando nos separamos, tu consegues ficar aqui e eu volto depois_”. O objetivo não é eliminar imediatamente a ansiedade, mas ajudar a criança a descobrir, através da experiência, que consegue lidar com a separação.
Cada criança tem o seu próprio ritmo. Quando a ansiedade é muito intensa, permanece ao longo do tempo ou começa a limitar a escola, as atividades, o sono ou as relações, procurar apoio psicológico pode ser importante.
Pedir ajuda não significa que algo esteja “errado” com a criança ou com a família, significa antes criar ferramentas para que todos possam lidar melhor com este momento.
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