Parabenizar a persistência e todo o serviço dispensado pelo jornal “A Guarda” nos últimos 120 anos em permanência na sociedade/comunidade guardense é dizer pouco, muito pouco, para enaltecer e valorizar o esforço de todos quantos marcaram e marcam presença em cada uma das mais de mil edições deste importante meio de comunicação com periodicidade semanal de inspiração católica e vocação regionalista como nos é avançado no cabeçalho e explicitado no seu estatuto editorial.
E vale bem a pena convocar aqui aquele estatuto para melhor documentar a linha editorial do jornal “A Guarda” quando nos refere que… “pretende informar sobre as realidades locais e regionais, ao nível dos acontecimentos sociais e eclesiais. E fá-lo no escrupuloso respeito”… das normas éticas e deontológicas do jornalismo, reforçando sempre a sua filiação principal -a “Cultura Católica”- e o seu empenho em ir além do local até ao regional e nacional visando “… a informação e a formação, a promoção e o desenvolvimento pessoal, humano e intelectual dos seus leitores”. Também sobressai naquele documento a preocupação com o debate sobre questões e problemáticas atinentes á construção do espaço europeu ou não estivesse a componente da(s) religião(ões) tão embrenhadas e vice-versa no que conhecemos como União Europeia.
Convém finalizar a referência ao estatuto editorial para reportar-nos a outra identidade cuja presença na cidade é obrigatório citar: a Casa Ventas onde tem sede também o jornal “A Guarda”. Sinalizar igualmente que o jornal “A Guarda” tem também presença no digital com um sítio eletrónico na rede social facebook que seguramente potenciam e podem até aprofundar e alargar a “missão presença” junto de um público interessado pelo que se passa e acontece na nossa região e interessado também em interagir e “intrometer-se” na nossa constante no nosso quotidiano.
Se ate agora e após tantas edições o jornal “A Guarda”, ganhou o respeito e a adesão dos nossos emigrantes pode agora com o digital alargar do ponto de vista etário a adesão de outros públicos que preenchem o seu dia-a-dia o seu viver em paragens bem distantes da terra onde nasceram, onde estudaram, onde fizeram as primeiras amizades onde porventura tiveram a sua primeira participação cidadã.
Retornando o parágrafo inicial agradecer e enaltecer os 120 anos é ainda muito pouco porque ler, adquirir e participar nos “nossos” jornais e rádios, permitam-me, não é de todo o “desporto favorito” dos portugueses e igualmente não o será também dos cidadãos da nossa região.
Aliás se algum voto me é permitido outorgar é precisamente apelar/reclamar que cada um de nós, que cada uma das organizações públicas e privadas possam/devam dispensar mais atenção mais participação e mais assinaturas possamos realizar junto da imprensa regional.
Na comemoração desse fabuloso acontecimento cuja data evocámos ano passado dia 25 de abril – o cinquentenário da revolução do 25 de abril de 1974 a imprensa livre foi um ganho de incomensurável importância para toda a nossa vivência comunitária.
A liberdade de imprensa em democracia é muito mais do que informar e formar com liberdade. É acima de tudo aprender a viver e conviver com o contraditório.
É, de todo, um ganho para os cidadãos com o senão de reclamar maior exigência a cada um de nós quando lemos, ouvimos, debatemos e nem sempre conseguimos concluir…

