Na tarde do dia 24 de abril as comunidades escolares das escolas secundárias Afonso de Albuquerque e da Sé apresentaram os seus trabalhos alusivos à Comemoração do cinquentenário do 25 de abril de 1974, a revolução que trouxe a Portugal a liberdade e a democracia.
E a data redonda – meio século – foi muito bem evocada pelas duas comunidades escolares recordando aqui que os docentes envolvidos teriam vivido o 25 de abril de 1974 em idades não muito distantes das idades dos seus alunos atuais.
A vivência daquele quotidiano em 1974 e após a sua formação académica fizeram seguramente perceber aos discentes a magnitude e importância do que se passou em Portugal naquela que ficou conhecida como a Revolução dos Cravos e da canção Grândola Vila Morena de José Afonso.
Na entrada principal da escola secundária Afonso de Albuquerque foi realizado pelos alunos e docentes um mural bem alusivo ao tema da liberdade e da democracia e das conquistas alcançadas com a mudança de regime político.
A cerimónia de abertura contou com momentos musicais assente em temas alinhadas com aquela época e cujo conteúdo é um forte incentivo à reflexão e intervenção dos jovens na vida cívica da sua comunidade. Usaram ainda da palavra o presidente da Câmara Municipal, do diretor do agrupamento, uma aluna e a docente responsável pela iniciativa que contou com o apoio da autarquia.
De seguida a comitiva oficial rumou para o átrio do Paço da Cultura onde estavam já os alunos e docentes da escola secundária da Sé para realizarmos igualmente a apresentação do trabalho concretizado e alusivo à mesma comemoração.
Também aqui ganhámos uma exposição ilustrativa do tempo social e escolar do que era o “24 de abril” e depois tudo aquilo que significou a revolução e os valores subjacentes a essa transformação vivida em Portugal com fotografias, com manuais escolares e materiais da época foi retratada um pouco como seria a escola daquele tempo.
Nas duas outras salas é-nos apresentado uma cronologia dos factos e dos resultados das alterações trazidas e provocadas pela revolução dos capitães. Tivemos ainda músicas cantadas e tocadas por um convidado e as intervenções do diretor, do presidente da CM e da professora que geriu a organização da exposição.
O mural e a exposição justificam a visita dos guardenses e devem poder merecer uma visita mais demorada dos jovens e docentes pela mais-valia educativa que terá seguramente junto dos mais jovens.
Ao final da tarde e na sala do Arquivo Distrital houve a oportunidade de escutarmos a vivência de alguns cidadãos da Guarda sobre como viveram e compreenderam o 25 de abril de 1974. Recordamos que o atual arquivo distrital funciona no mesmo local onde em 1974 estava sedeado o Regimento de Infantaria 12 que aderiu ao movimento revolucionário sendo seu comandante operacional Monteiro Valente.
Conversaram com o público assistente aos cidadãos Pires Veiga, Ana Manso, Abílio Curto, Carvalho Rodrigues, moderada a conversa pelo diretor do arquivo Levi Coelho.
Já à noite na sala da Expoecclesia e após uma bonita sessão musical e de declamação poética pelo Grupo Cultural “Refrexo Imperfeito” tivemos a apresentação de um extraordinário trabalho de cariz científico sobre a história da Guarda desde as origens à atualidade.
O extenso e aturado trabalho científico fica disponível em 4 “grossos” volumes e foi coordenado pelo docente e investigador Fernando de Sousa.
A Finalizar a noite e a transição de 24 para 25 de Abril podemos visionar um vídeo-mapping sobre a liberdade uma extraordinária performance musical pelo guardense César Prata. A noite terminou já depois da meia-noite com uma sessão de fogo preso que naturalmente agradou aos participantes e fez acordar muitos guardenses lembrando o importante acontecimento histórico que hoje enforma o nosso quotidiano

