O festival Pint of Science nasceu em Londres, em maio de 2013, com um objetivo simples e ambicioso: aproximar a ciência do público, levando-a para fora dos laboratórios e promovendo conversas acessíveis em bares, num ambiente descontraído, bem-humorado e, frequentemente, com uma cerveja na mão. O nome do festival Pint of Science, que se pode traduzir como “Um copo de ciência” é um jogo de palavras que combina a ideia de beber uma pint (medida britânica equivalente a uma caneca de cerveja) com o prazer de partilhar conhecimento científico, tal como se partilha uma bebida entre amigos.
Em poucos anos, o festival conquistou o mundo, estando hoje em mais de 500 cidades. Em Portugal, a primeira edição realizou-se em 2018. A cidade da Guarda acolheu o evento pela primeira vez em 2022, graças à iniciativa de Sofia Saraiva, jovem investigadora natural da região. Inspirada pela sua experiência numa edição do festival Pint of Science em Santiago de Compostela, decidiu trazer o conceito para a Guarda e assumiu a coordenação local nas edições de 2022 e 2023.
Em 2025, o Pint of Science regressou à cidade com nova energia graças à dedicação de uma equipa renovada de voluntários, determinada a dar continuidade ao legado deixado. Entre os elementos que integraram esta nova equipa destacou-se Ana Plácido, ex-colega de trabalho de Sofia Saraiva, que conheceu o projeto através da própria e contribuiu para a continuidade do festival Pint of Science na cidade da Guarda. A edição de 2025 contou com seis conversas científicas distribuídas por três espaços emblemáticos da cidade - o Sai de Gatas, o Old Piano e a Tasca Farta - e com a participação de seis oradores integrados em três temáticas distintas. As sessões abordaram as temáticas “O nosso Mundo”, com Carvalho Rodrigues e Pedro Prata, “Pint’Arte”, com Joana Cabete e Pedro Leitão e, por fim, “Chatear Camões”, com António Leitão e Daniel Martins.
A nível nacional, a edição de 2025 decorreu em dez cidades portuguesas, contando com o apoio de várias entidades, cujo contributo possibilitou a integração da cidade neste movimento internacional de divulgação de ciência.
Com vista à preparação da edição de 2026, a atual organização lança um convite aberto à participação de novos voluntários. Os ingredientes essenciais para integrar a equipa organizadora passam por espírito associativo, curiosidade e vontade de colaborar, independentemente da idade ou formação académica. O objetivo mantém-se: servir ciência numa caneca, promovendo a divulgação de conhecimento científico na comunidade guardense, de forma inclusiva, acessível e divertida.

