A Confraria Ovelhã organizou mais um capítulo, desta vez o VII e nesta oportunidade na localidade dos Trinta, concelho da Guarda.
Juntaram-se no domingo, 17 de novembro, 26 confrarias do norte ao sul de Portugal que vieram confraternizar com a Confraria da Ovelhã, da Guarda.
Estiveram nos Trinta mais de duzentas pessoas que partilharam um programa direcionado para a “matéria” que envolve e despoletou a criação da Confraria Ovelhã. Desde logo o dia começou com a merenda do pastor que cedinho abala para a serra com o seu rebanho e por isso tem de se “aviar”/comer um divino pequeno-almoço para aguentar de “sol a sol”.
Após o pequeno-almoço e já na Igreja Matriz dos Trinta, puderam observar um vídeo alusivo à zona de abrangência da Confraria Ovelhã, a vida, o uso, os costumes, os rebanhos e a confeção do excelente, gostoso e guloso queijo de ovelha. A aldeia nos Trinta com outras contíguas enquadram-se na área territorial do Parque Natural da Serra da Estrela.
Seguiram-se momentos musicais pelo cantor Carlos Pedro e declamação de poesia Inácio Banadas e José António tapada. Estes últimos estão a organizar e a gerir um movimento de recolha, publicação e atividades alusivas á poesia dita popular na nossa região. O professor António Soares apresentou a sua nova obra, também ela associada à vida destas terras serranas.
O título da obra é a “Lã” e relata a história da indústria têxtil nestas paragens do Concelho da Guarda, desde o campo, á criação do gado, à tosquia, aos engenhos e á confeção do queijo e de tudo o que se segue com a lã das ovelhas. Uma obra recomendável e um especial agradecimento pelo esforço e trabalho intelectual produzido por este docente aposentado e que se dedica agora a trabalhos alusivos às suas origens.
A Freguesia já apoiou a edição de outro livro redigido por António Soares, dedicado á história da indústria têxtil naquela terra, os Trinta, Maçainhas e outras em redor.
Após estes momentos mais associados à cultura local/ regional houve lugar à cerimónia de entronização de novos confrades que fizeram o seu juramento e repenicaram os sinos, adereço indispensável dos confrades da Ovelhã.
Passeou-se pela aldeia e foi servido um almoço serrano com o caldo de grão à moda da Guarda e um borrego de caldeirada com as tradicionais sobremesas de requeijão, queijo e outras afins.
Com os discursos da praxe e ao final da tarde e após as despedidas dos confrades deu-se por encerrado o VII Capitulo da Confraria Ovelhã.
A Freguesia da Guarda tem procurado prestar a colaboração possível a esta confraria que também é da nossa Freguesia e merece o apoio pelo dinamismo empreendido e para os seus projetos. Parabéns aos seus dirigentes e em particular ao Senhor Carlos Jesus

